sábado, 9 de Fevereiro de 2013

Trienal no Alentejo

Apresentação na ARCO, Madrid.


domingo, 3 de Fevereiro de 2013

quinta-feira, 20 de Dezembro de 2012

domingo, 28 de Outubro de 2012

O Museu Em Montagem




"Geralmente, dentro destas paredes moram esculturas, instalações, pinturas ou cartazes. Mas desta vez a coisa é diferente. Alguém traz um outro tema à baila – ou “o que acontece quando o museu fala sobre si mesmo”. Conhecer os bastidores, no processo de edificação e construção das exposições, é a proposta apresentada por “Museu em Montagem”, que se inaugura hoje e está patente até 24 de Fevereiro do ano que vem. O autor é Rodrigo Bettencourt da Câmara – ninguém melhor que um restaurador para desvendar o que se passa nos entretantos da obra de arte.
Na selecção final contam-se 50 imagens, a maior parte de exposições temporárias e permanentes do Museu Colecção Berardo. As mais antigas são de 2004, data em que Rodrigo decidiu pegar na câmara: “Acompanhei algumas montagens como conservador e restaurador. Acabava por ter algum tempo disponível e comecei a pensar em ter uma actividade artística. Decidi estudar o meu próprio ambiente de trabalho.” Uma viagem ao Japão, pouco depois, acabou por reforçar a ideia. Foi lá que Rodrigo se deparou com um outro mundo de bastidores, que envolvia rituais, com passos bem rigorosos, assemelhando-se a uma “performance”. Fotografar as montagens, tirar-lhes o lado visual, tornou-se o objectivo de Rodrigo. Uma câmara panorâmica de grande ou de médio formato passou a ser a sua fiel companheira.
Escadotes ou andaimes, papéis perdidos no chão e aí também as obras que parecem abandonadas. O público é recebido noutra dimensão, completamente diferente daquela a que está habituado, do “não aproximar, não tocar”. Nesta exposição as pessoas são convidadas a ver o que se passa nos bastidores, antes e depois de as obras serem expostas. Também se encostam a um canto, também são postas sobre o chão de madeira. “Nós, ao contrário do público, temos a ideia de um objecto que não é tão sagrado. São objectos de trabalho”, relembra o artista.
Nas fotografias, qualquer olhar atento pode encontrar uma organização bem particular, quase geométrica. O que leva qualquer um a perguntar-se se este fotógrafo gosta de preparar os seus cenários, ou seja, mover as coisas de sítio. A resposta é não. Ou melhor, é muito raro. “A maior parte das vezes não tenho sequer tempo”, adianta-nos. “Por vezes consigo mudar uma coisa ou outra, mas só para não ficar cortado. Mas 90% das vezes é a imagem encontrada, torna-se uma espécie de jogo.”
“Museu em Montagem” também tem muito de solidão. As imagens paradas estão vazias de gente e quando aparece alguém é quase como se fosse um fantasma. “As pessoas existiram, estiveram lá, mas não conseguimos ter uma ideia nítida de quem foram”, conta-nos Rodrigo, que garante que na sua fotografia a presença humana está subjacente, as “pessoas estão sempre por trás”. No currículo conta com outro trabalho que demonstra esta linha muito peculiar. Registar dedicatórias em livros encontrados em alfarrabistas foi outro dos projectos. Os objectos são os preferidos da lente, mas uma personagem meio anónima, meio real, acaba sempre por ficar a pairar sobre a imagem."

http://lazer.publico.pt/exposicoes/312199_o-museu-em-montagem



O museu em montagem | Fotografias de Rodrigo Bettencourt da Câmara | ARTECAPITAL.NET

sexta-feira, 15 de Junho de 2012

Prix Voies Off 2012


Seleccionado para o Prémio Voies Off 2012, de 55 entre as 1470 candidaturas.






Sélectionnée pour le Prix Voies Off 2012, parmi 1470 candidatures en provenance des cinq continents. Les 55 dossiers sélectionnés sont partie de la programmation des soirées de projections du Festival Voies Off.

quarta-feira, 13 de Junho de 2012

A Última Parede

Imagens da galeria.

sábado, 2 de Junho de 2012

Private Lives, CCC, Cascais, 2012



Vogue - Vidas privadas

15 maio 2012 - Hoje - Informação - Diária - RTP

A Última Parede






As fotografias que Rodrigo Bettencourt da Câmara apresenta mostram o que reconhecemos, com mais ou menos evidência, como espaços de museu – exposições em montagem, reservas, armazéns, de instituições raramente identificadas mas não obstante reconhecíveis, talvez pela ideia de excesso que a presença de objectos nos sugere. São imagens de bastidores, do quotidiano institucional e profissional que Rodrigo Bettencourt da Câmara conhece de dentro.
Têm em comum a frontalidade, o rígido enquadramento, a horizontalidade, a iluminação cuidada, a atenção à composição estrutural que tende, por vezes, para a sugestão de uma encenação entrevista. Os espaços são rigorosamente delineados – salas e corredores, por vezes labirínticos, outras vezes só um chão e uma parede, um portão – onde são frequentes os jogos de espelhos, de reflexos, de transparências, opacidades e ocultações. Nestes palcos surgem disposições de objectos, ferramentas, molduras, mesas e escadas, andaimes, num momento que parece de breve, súbita interrupção de um trabalho de construção, que a ténue presença humana só reforça.
Nalgumas imagens, obras de arte apontam os espaços de forma casual, como se fossem objectos abandonados. Por vezes, parecem uma cena de crime. Noutras são encenados gestos e situações nem sempre compreensíveis. Também há dissimulações e movimentos. Diferentes tempos e velocidades impõem diferentes graus de visibilidade: a presença humana é quase sempre fugaz, um vestígio desvanecido que parece não ter lugar nestas paisagens de coisas friamente captadas pela câmara.
A máquina fotográfica é, pois, um dispositivo de distanciamento do mundo, abrindo assim espaço para a sua interpretação. E o que expõe, no lugar que as imagens abrem, é a construção e as infra-estruturas do espaço expositivo, o interior dessa poderosa máquina de esteticização do museu. Evidencia-se a sua performatividade, a presença de trabalho e tecnologia sedimentada no aparente vazio das galerias e salas de um museu, que aqui ainda não foram dissimuladas atrás de contraplacados e cortinas, de pinturas uniformes, atras da própria evidência da presença das obras expostas.
É sobre isto que as fotografias lançam um olhar próprio e vão tecendo um pensamento. São imagens que, dentro da sua rigidez formal, abrem espaço à interrogação da construção e performatividade de um espaço, da sua delimitação como lugar próprio e autónomo da arte. Arte que, aqui, aparece como objecto entre objectos, em pé de igualdade com escadas, bancadas, andaimes, chapas de contraplacado, telas protectoras. Confronta, enfim, o espaço autónomo inerente à musealização da arte – o seu espaço de respiração, a distância, a neutralização de ruídos de fundo – com a sua factura material.
Joaquim Rato
Maio de 2010

sexta-feira, 1 de Junho de 2012

Conversas ao Pequeno Almoço

No dia 3 de Junho tivemos um pequeno almoço no atelier, organizado pelo Castelo d'If.




quinta-feira, 31 de Maio de 2012

Exposição em Curitiba






















Série Museum Insight, de Rodrigo Bettencourt da Câmara
Conhecer o que está para além do visível dá possibilidade de ação, nos diz Ranciére. Oferece oportunidade para ausentar a passividade. Rodrigo Bettencourt da Câmara nos convida a definir qual é a “obra de arte” que em suas fotografias pode estar, ou melhor e mais além, nos questionar o que é “arte”. Através de um passeio pelo que não vemos, dando a conhecer o que não conhecemos, as imagens revelam que o cubo branco pode ser também um espaço de ação. Metalinguístico, Museum Insights alarga o pensamento. Uma folha em branco, sem sujeitos, para o “há de vir” artístico e que brinca entre a expectativa, a imaginação e o processo. Questiono, ao ver as imagens aqui expostas, se “há de vir” ou “já foi”. Esse jogo temporal dá um indício de meio tempo, limbo artístico, que nos faz lembrar que ausência é só uma questão de presença noutro espaço.

Curadoria e texto de Isadora H. Pitella



sexta-feira, 25 de Maio de 2012

Dublin, Link Culturfest



Dublin, originally uploaded by Rodrigo Bettencourt da Câmara.
Participação em duas exposições colectivas em Dublin, uma no conhecido colectivo Block T e outra na colectiva de todos os participantes do evento, no Block B.

Um evento criado pela Associação Castelo d'If com Block T com artistas irlandeses, portugueses e franceses.

terça-feira, 17 de Abril de 2012

quarta-feira, 27 de Julho de 2011


Still de Video, 2011

nothing left to tell
Orlando Franco / Rodrigo Bettencourt da Câmara
Sala Bebé -Espaço Avenida Rua Rosa Araújo, nº19 Lisboa

De 1 de Julho
até 16 Julho 2011

Na peça Ohio Impromptu de Samuel Becket somos confrontados com um conceito de diálogo que se estabelece, numa simultaniedade de vozes. A riqueza do diálogo revela-se através dos muitos recursos de linguagem que uma imagem pode desvelar. Uma voz, as vozes, um pensamento, os pensamentos, um livro, os livros, uma memória, as memórias.
Todas as possibilidades iniciam-se a partir do momento em que tudo parece ter sido dito. A partir da premissa, nada mais há a dizer, descobrem-se caminhos de uma liberdade, concretizadora de encontros e diálogos.

Neste sentido a exposição Nothing left to tell representa a necessidade do encontro, do confronto e de diálogos. A partir destas premissas, este espaço composto por 3 salas, potencia numa espécie de unidade plural, uma relação, entre a proximidade e o confronto, nas obras de Orlando Franco e Rodrigo Bettencourt da Câmara

Orlando Franco apresenta Grass Circles (2008-2011) e Impromptu (2011) , duas instalações vídeo que, em continuidade do trabalho que tem vindo a desenvolver promovem uma forte interacção com o espectador. Através da escala presente na natureza das imagens, o olhar e as sensações convocam, sobretudo as lembranças e as memórias do indíviduo.

Rodrigo Bettencourt da Câmara apresenta Video Compression (2010), uma obra que se debruça sobre o conceito compressão, no contexto particular da imagem, fixa ou em movimento. Esta obra explora, por um lado a natureza literal e física da compressão, por outro conduz-nos a uma reflexão em torno da dimensão metafórica da imagem e o seu reflexo na vida contemporânea.


Orlando Franco
Rodrigo Bettencourt da Câmara

segunda-feira, 11 de Abril de 2011

09/04/11-20/05/11



Rodrigo Bettencourt da Câmara, 2011, fotografia da série “White Walls”, 150x50cm.

Exposição 09/04/11-20/05/11 no Mosteiro de Santa Maria da Flor da Rosa, no Crato.

domingo, 10 de Abril de 2011

Photoespaña Descubrimientos PHE


Participação no Descubrimientos PHE, Photoespaña 2011.



Participação no Festival Encontros da Imagem 2010 - Emergentes DST, Braga.

sábado, 20 de Novembro de 2010

terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010

Exposição Colectiva no Centro Cultural Emmerico Nunes, Paisagem In Loco



Seis fotografias a preto e branco referentes a Sines com o tema: paisagem local.



"Quis registar o lugar mais visitado de Sines, o belvedere onde está a estátua de Vasco da Gama, tema para muitos 'postais'.
No desenvolvimento do projecto esteve sempre presente a possibilidade de estabelecer relações com imagens que são importantes para mim. Captei a escultura de Vasco da Gama, contemplando o mar. Ainda dentro de um certo romantismo com referência a Goya, fotografei um cão que contempla o infinito."
Rodrigo Bettencourt da Câmara, 2010

sexta-feira, 17 de Abril de 2009

By The Book na Fábrica

Exposição By The Book , na Fábrica do Braço de Prata.


"Escritos"



"Escritos", Rodrigo Bettencourt da Câmara, 2009, fotografia. Vista da exposição.

"Escritos" constitui-se como uma série de fotografias de livros onde existem inscrições, todos os tipos de inscrições: notas, dedicatórias, rabiscos, apontamentos, etc. São fotografias químicas a partir de negativos a cores."
Rodrigo Bettencourt da Câmara, 2009


Agradecimentos: Nuno Nabais, José Duarte Pinho, Fabrice Ziegler e Patrícia.

terça-feira, 31 de Março de 2009

"Hamburgo Bar" na Abraço



Nova selecção de fotografias do Projecto "Hamburgo Bar", na Galeria Abraço, Lisboa.